O Papel do Mestre: Lidando com jogadores “Anticrônicas”

Há alguns anos, em mesas que mestrei junto a vários amigos, surgiu pela primeira vez, me surgiu o termo “jogador anti crônica”. Nunca pensei como esse tipo de jogador se tornaria rotina nas mesas posteriores.

Mas o que é o jogador Anticrônica?

É um termo que galgamos para jogadores que intencionalmente iam contra a maré da história narrada, e pior, inspirando os outros jogadores a seguir um caminho totalmente aleatório no jogo.

O anticrônica é aquele jogador que quer fazer a “Side Quest” em detrimento do plot original designado, sempre alegando que a escolha do personagem está acima da história, e que você como narrador, deve “se virar”. O momento traz uma certa frustração e raiva ao mestre, mas percebi o quanto o jogador anticrônica é um mal necessário, pois ele ensina ao narrador uma qualidade muito importante: a improvisação.

O jogador pode até tentar guiar a narrativa para fora do objetivo idealizado, mas cabe a você como narrador não perder o controle da sua história.

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A conclusão que se deve tirar de tudo isso é que; por mais que o jogador intencionalmente queira desestabilizar seus planos, sua missão é ter contra planos para isso, portanto se faz necessário o planejamento de narrativa, com o adendo de ser capaz de contornar qualquer problema que venha a aparecer, que não tenha sido previamente estabelecido.

A dica que deixo para treinar a improvisação é planejar apenas 50% da sua sessão ( tudo que não puder deixar de lado, como estatística de monstros e planejamento de masmorras) e improvisar, dando atenção à consequências, nos outros 50%.

Punir o jogador vai ser tentador, contudo tira o conceito de liberdade proposto pelo RPG, mas cabe ao mestre vetar absurdos que fogem do seu cenário, como por exemplo, um índio tupi que luta com um katana em um cenário medieval, pois essa é outra característica do anticrônica: o personagem destoante.

Outro ponto a se observar é que o mestre, por mais que queira, não pode simplesmente obrigar os jogadores a seguir o roteiro que ele estabeleceu sem fazer sentido. O preparo narrativo é extremamente necessário, pois contar histórias é uma arte, e como toda arte exige estudo e treinamento.

Algumas coisas podem ajudar nesse processo, como: Ler bastante, assistir vídeo aulas sobre oratória, ter um bom vocabulário, porém formalidade demais atrapalha o entendimento.

Para evitar que os jogadores abertamente tomem escolhas que vão tirar o jogo do eixo programado, você deve ser capaz de mergulha-los na sua narrativa.

Dito isso, até a próxima é bom jogo!


Por: Jonatha Oliveira

2 thoughts on “O Papel do Mestre: Lidando com jogadores “Anticrônicas”

  1. Às vezes, você prepara uma sessão CONTANDO com as escolhas do Anti-Crônica. Sim, eles podem ser bem previsíveis na sua escolha por side quests e a habilidade de atuar do narrador pode ser posta à prova aí, mas seria encantador ver o “anti-crônica” descobrindo que dançou dentro da sua mão o tempo todo.

  2. Ótimo tudo programado com perfeição a mesa se divertindo e um vírus (como chamamos jogadores assim) que na maioria das vezes também narra é um único que esta pegando um curso que o narrador sabe que não terá retorno, ele ganhara menos recompensas e acusara você de ser um péssimo narrador existe uma solução que poderia ser eficacia logico em rasões que realmente o jogador não deseja seguir o curso para um progresso efetivo, você narrador educado diz; O ZÉ RUELA JOGA DIREITO ESTA ATRAPALHANDO A DIVERSÃO DOS OUTROS POIS SUA LIBERDADE ACABA QUANDO AS DOS OUTROS INICIA.

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