Gatos Espacias (Resenha)

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O Projeto

Gatos espaciais foi um livro lançado em 2017 pelo autor Fábio Silva que atua como ilustrador, editor e realiza trabalhos com criação de conteúdo para jogos de RPG. Atualmente fundador da editora Pluma Publicações. A autor escreve conteúdo para o Sistema FATE desde de seu lançamento no Brasil em 2014 pela Solar Entretenimento e também criou o blog Conexão FATE que conta hoje com vários autores, sendo o maior acervo de conteúdo para o sistema no Brasil.

O projeto Gatos Espaciais nasceu de uma atitude solidária por parte do autor em virtude da necessidade de dois gatinhos que o mesmo resgatou das ruas. Os dois apresentavam um problema de saúde, que caso não fosse tratado, poderia se agravar podendo causar danos ainda maiores aos bichinhos. Partindo deste ponto, o projeto Gatos Espaciais foi criado no intuito de arrecadar fundos para custear o tratamento dos bichinhos, sendo destinados 90% da arrecadação para o tratamento e 10% para a manutenção do projeto.

Cenário

O livro nos remete a um cenário cômico e cheio de possibilidades chamado Animaláxia, um mundo repleto e dominado por animais (gatos, cachorros, ratos, pássaros, etc.) e esses animais serão os heróis (ou vilões) que irão protagonizar as aventuras. Dentre esse universo temos como destaque a aliança dos planetas animalácteos e os coçapulgas, sendo o primeiro como um governo que atua na criação de leis e estatutos e os últimos são sua força oposta.

As Regras

Como todo bom livro de RPG, Fábio prioriza a diversão dos jogadores trazendo um sistema de simples compreensão e dinâmico, cabendo ao grupo inserir os jogadores que podem variar entre faixas etárias, ou seja o jogo foi criado para crianças, mas tem cativado todos os públicos.

Trata-se ainda de um RPG simples e fácil de ser jogado, e ainda por cima, não realiza a utilização de dados, dando menos ênfase ao titulo sorte e focando realmente no que o personagem sabe ou não fazer, inclusive, “saber ou não saber” vem descrito na ficha como “No que sou bom?” e “No que sou Ruim” logo em seguida de “Quem eu sou?”. Partindo da ideia de que nenhum ser humano (ou gato, cachorro, rato, enfim acredito que já deu para entender) é perfeito, cabe ao criador do bichinho dizer no que ele é bom e no que ele é ruim, não esquecendo claro de quem ele é, sendo que se ele estiver fazendo algo que é bom, vai receber um bônus de +1 ou mais, e  se estiver fazendo algo que é ruim, vai receber um redutor de -1 ou mais ou menos, na tentativa de resolução de uma abordagem.

“Abordagem”, segundo o autor, é a forma de como os animais resolvem os problemas que vão surgindo(Pag. 27), sejam ele:s abrir uma porta, pilotar uma nave espacial ou ate mesmo participar de uma luta com sabres de luz. A resolução dessas abordagens é muito simples. Sabendo que seu personagem possui três métodos de abordar uma situação, sendo eles: Esperto, Rápido e Forte. Você inicia com o valor +4, +3 e +2, cabendo ao jogador decidir onde ele vai colocar esses números. Sempre que for realizar uma ação, o jogador ira decidir quantos pontos vai gastar para a sua realização, não podendo ultrapassar o valor de +4. Por exemplo: Um jogador tenta abrir uma porta que esta emperrada, mas ele quer fazer isso de forma rápida. Suponhamos que esse jogador possua Forte 2 e Rápido 4, ele decide usar 2 marcadores de Forte e 2 de Rápido, totalizando 4. Isto é um sucesso, no fim sua abordagem de Forte será 0 e Rápido será 2.

O sucesso ou fracasso das ações se deve a uma tabela comparativa que está na pagina 33 do livro que se dá a um nível crescente de marcadores o tamanho do seu sucesso. A escala inicia em +0, que seria um fracasso; +1 e +2, você consegue realizar a tarefa porem algo desconfortável pode acontecer; +3 e +4, você consegue realizar o que queria sem nenhum prejuízo; +5 e +6, você consegue o que queria fazer e ainda algo a mais; por ultimo +7 ou mais você consegue fazer o inimaginável. Como você só pode utilizar no máximo 4 marcadores das abordagens, os resultados de +5 para cima deverão ser alcançados com a utilização do “no que sou bom?”, que podem trazer bônus de +1 ou mais dependendo das circunstâncias e das façanhas que são selecionadas no ato da criação, podendo conceder também o bônus de +1 e não podem se acumular.

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Uma coisa que me chamou atenção no jogo é a forma como é representada a saúde dos bichinhos, dando o nome de vida, representado pelo formato de corações na ficha de personagem ao final do livro, em uma contagem de no máximo 7(sete), que nos repete aquele velho ditado de que o “gato tem 7(sete) vidas”. Todos os personagens começam com 5 pontos de vida, podem aumentar sua quantidade, abrindo mão de uma façanha que concederia +1, duas que concederia +2, ou abrindo mão de um valor nas abordagens, subtraindo 1 de uma abordagem e somando 1 a vida, sendo este indicador no máximo 7.

Por se tratar de um jogo voltado a um cenário cômico, a morte não deve necessariamente ser tratada como algo sério, principalmente se houver crianças jogando, porém a decisão final fica a critério do grupo que esta dando desenvolvimento a história.

A obra caracteriza-se pela simplicidade e pela facilidade de inclusão tendo como dois pontos de atenção, a informação que consta no terceiro paragrafo da pagina 28, onde é dito que o máximo de pontos para utilização da abordagem é 4, porém na pagina 32 é dito que o máximo de marcadores é 3, informação contida no início do quarto parágrafo. Também destaco que na pagina 33 a tabela apresentada possui divergência com as descrições que seguem as paginas seguintes pois a tabela apresenta +3 ou +4 para “você conseguiu o que queria , porem na descrição da pagina 35 apresenta somente o numero +3 para esta relação, a função +5 ou +6 a tabela apresenta o resultado “você conseguiu o que queria e ainda por cima…” sendo que a descrição deste sucesso na pagina 35 esta relacionado aos indicadores +4 ou +5 , sendo acompanhado pela descrição do mais alto nível na pagina 36 que apresenta o indicador +6 ou mais , sendo que na tabela o indicador é +7 ou mais.

Na pagina 46, no tópico “vilões”, na segunda linha, temos a palavra banco que acredito ser a palavra branco, sendo apenas um erro de digitação que deve ter sido caracterizado pela urgência que foi realizado este trabalho, reconhecendo a necessidade do autor em custear o tratamento dos seus gatinhos.

No mais, Gatos Espaciais é muito interessante e é um atrativo à diversão. Que venham mais trabalhos como esse!

REFERÊNCIAS 

SILVA, Fábio. Gatos Espaciais. 1ª ed. Pernambuco, Pluma Publicações, 2017, 47 p.

https://www.catarse.me/gatosespaciaisnovo

https://www.facebook.com/groups/413712885666478/


Por: Tiago Jedson

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